AFTER _Rita de Sá

Exposição Galeria NMA

8 março 2024

Rita de Sá (Santarém, 1980) vive e trabalha entre Londres e Caldas da Rainha.

Em 2004, termina a licenciatura em Artes Plásticas na ESAD.CR.
Numa procura constante e preocupação sobre o conceito de identidade e memória tem desenvolvido diversos projetos e residências artísticas nacionais e internacionais. Na sua prática tem explorado a relação entre o gesto e memória, usando diferentes linguagens visuais, tais como Fotografia, Video Arte, Instalação, Desenho e Pintura.

Nos últimos anos desenvolveu um corpo de trabalho extenso em Desenho e Pintura, resultando daí as séries de trabalho tais como After After Turner, After You, e Looking After You Too.

Desde 2001 que tem participado em diversas exposições individuais e coletivas, principalmente em Portugal e Reino Unido. A sua obra está representada em algumas coleções privadas em Portugal, França, Belgica, Alemanha, Holanda e Reino Unido.

Nas suas ultimas séries, Rita de Sá tem-se focado no significado versátil da palavra “ After” que em inglês pode significar “depois de” ou “ a partir de”. Tem lhe interessado o seu duplo sentido, mas principalmente o caráter iminente de homenagem. Mais do que uma ação perdida no passado, uma homenagem constante, ao que foi e deu lugar a algo novo, transformado.

O tema desta exposição AFTER foi escolhido de forma a abranger nele todas as homenagens, sejam elas pessoais ou coletivas, locais ou globais.

Os seus desenhos trazem uma constante reflexão sobre encontros, fusão e tensão, jogos de força, ora de aproximação ora de distanciamento. Danças, diálogos acesos entre elementos híbridos de intensidade e delicadeza. Onde neles “pressentimos uma dança tão nua e secreta como uma história de amor.” (Celso Martins, 2021)

“…𝗱𝗲𝘀𝗮𝗳𝗶𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝗶𝗹𝘂𝘀𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘂𝗺 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗱𝗼 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗲 𝗲𝗺 𝗶𝗺𝗶𝗻𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗶𝘀𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼.” (𝗣𝗶𝗲𝘁𝗿𝗮 𝗙𝗿𝗮𝗴𝗮, 𝟮𝟬𝟮𝟭)

https://www.ritadesa.com

TABERNAS um retrato social _Exposição Etnográfica

Exposição Galeria NMA

28 junho 2024

As tabernas eram antigos espaços de socialização masculina frequentados maioritariamente por trabalhadores rurais e operários. Vocacionadas na venda de vinho a retalho (a copo), as tabernas eram locais de encontro, de discussão, de conversa, de convívio e de desabafos que marcaram durante muitas décadas a vida social das comunidades locais.

Espaços pouco iluminados, habitualmente frescos, com bancos e mesas de madeira forradas com oleado onde se jogava às cartas e ao dominó, entre dois dedos de  conversa, uns quantos copos de “três” acompanhados de pevides, tremoços ou alcagoitas. Quando a carteira permitia havia um petisco para confortar a barriga.

Num tempo escasso de alternativas, as tabernas assumiam um lugar de referência na vida dos homens com menos recursos. Era o seu “mundo” para além do trabalho e das rotinas de sempre.

Hoje, praticamente extintas, as tabernas subsistem apenas na memória coletiva das camadas menos jovem da sociedade.

OS QUE FICAM _João Massano

Exposição Galeria NMA

15 novembro 2024

J. MASSANO

Em 2019 o artista inaugurou no Museu Municipal de Benavente a sua primeira exposição individual “Faroleiro”. Expõe agora, na Galeria do Núcleo Museológico Agrícola, em Benavente, com a exposição “Os que ficam”, título inspirado numa pintura de 2016.

Neste projeto, João Massano desenvolveu uma série de pinturas em Benavente, procurando reconectar-se com o lugar e a comunidade onde cresceu, revisitando antigas composições, imaginários e estéticas.

A exposição apresenta atmosferas soturnas, ricas em simbolismos enigmáticos. O uso pontual de texto poético estabelece um diálogo com uma figuração que tende à subjetividade.