DIA DA TERRA
Esta fotografia de 1906 mostra o antigo Largo do Chaveiro, hoje Parque 25 de Abril, em Benavente. No centro da imagem é visível o depósito de abastecimento de água, construído no início do século XX, que fornecia água aos fontanários públicos e a algumas habitações, garantindo o acesso da população a este recurso essencial.
O antigo depósito, demolido em 1951, simboliza a importância histórica da água na organização da vila e na vida da comunidade, especialmente para a agricultura da Lezíria do Tejo. A sua gestão reflete uma tradição de valorização e preservação deste recurso essencial.
Hoje, no Dia da Terra, esta memória reforça a importância do uso consciente da água e a ligação entre património, sustentabilidade e cuidado com o território.
Autor: Desconhecido
Data: 1906
MMB.02679
PELOURINHO DE BENAVENTE
Troço inferior e superior da coluna e coruchéu do Pelourinho de Benavente, colocados no chão do logradouro do edifício da Câmara Municipal de Benavente.
Por decisão do executivo camarário, em 22 de fevereiro de 1864, o pelourinho foi apeado: “Tão bem se concordou que nesta se consignasse para constar aos vindouros que por unânime votação se procedeu no dia vinte e dois de fevereiro último à demolição do pelourinho e ato contínuo se deliberou que as pedras, tanto da base, como da coluna, se aplicassem nas obras municipais, onde mais conveniente for” (Ata da sessão da Câmara de 5 de abril de 1864).
O Pelourinho só foi reconstruído em 1954, no centro da Praça do Município, próximo do local original. A fotografia, tirada no final da década de 1940 ou início da década de 1950, documenta o património local e a memória urbana de Benavente, evocando a preservação e valorização dos monumentos históricos.

Autor: Roiz, Lda.
Data: Final da década de 1940 – Início da década de 1950
MMB.04717
EMPREGADOS DO HOSPITAL DE BENAVENTE
Retrato de diversos empregados do Hospital de Benavente e de uma criança, reunidos ao ar livre junto a uma construção de madeira pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Benavente. Entre os presentes encontram-se: “Rola o Pombo”, Júlio Ganhão, Rosalina, Genoveva Cardosa, um casal da Beira, o enfermeiro Grilo e José Moço, criado do hospital.
A fotografia, tirada por volta de 1940, documenta o quotidiano e as pessoas que asseguravam o funcionamento do hospital, revelando a dimensão humana e comunitária da saúde local na época.

Autor: Roiz, Lda.
Data: c. 1940
MMB.03838
SEMANA SANTA
Altar montado à porta de D. Anica Ventura (mulher do médico da vila, Dr. António Alves Ventura), na Rua José Justino Lopes, por ocasião da Procissão do Senhor dos Passos. Junto ao altar, estão as duas empregadas da família Ventura. A fotografia, tirada em meados do século XX, documenta a tradição religiosa e a participação familiar nas cerimónias da Semana Santa, evidenciando a vivência comunitária.

Autor: Desconhecido
Data: Meados do século XX
MMB.05367
FORAL DE BENAVENTE
A vila de Benavente, foi o segundo concelho instituído a Sul do Tejo, remonta ao tempo de D. Sancho I. Recebeu o foral antigo, concedido por D. Paio (ou Pelágio), mestre da Ordem Militar de Évora, em 25 de março de 1200, posteriormente confirmado por D. Sancho I. Mais tarde, recebeu o foral novo de D. Manuel I, em 16 de maio de 1516.
Segundo o historiador Álvaro Rodrigues d’Azevedo, o sítio escolhido para a vila, além de estar próximo do Rio Tejo e quase equidistante de Lisboa e Santarém, oferecia ampla superfície para uma povoação numerosa, com flancos mais ou menos alcantilados, naturalmente defendidos. Durante a Reconquista, no final do século XII e início do século XIII, Benavente assumiu papel estratégico, garantindo comunicações com Évora, outros pontos do alto e médio Alentejo, com a Extremadura e especialmente com Lisboa.

Imagem: Planta da Vila de Benavente
Fonte: Estudo Histórico e Descritivo, Álvaro Rodrigues de Azevedo, p. 28.
PRIMAVERA
Retrato de um grupo de jovens na Sesmaria Santana, em Benavente, captado num momento de convívio ao ar livre, refletindo o espírito de juventude, amizade e alegria característico da estação primaveril. A fotografia revela uma vivência descontraída em contacto com a natureza, num cenário rural típico da região.
Da esquerda para a direita, identificam-se Francisco Raquel, conhecido por “Pirolito”, Natércia Crespo (de blusa clara), Perpétua Rita, Maria Augusta Ganhão, Maria Marques (com boné), Manuel Filipe, alcunhado “Entrudo”, e uma jovem chamada Céu, que viveu temporariamente em Benavente.
Ao centro, em plano superior, surgem Ana Maria e um rapaz não identificado. Em primeiro plano, deitados na relva, encontram-se Carlos Ganhão e uma jovem não identificada.
Tirada no ano de 1968, esta imagem constitui um valioso testemunho das vivências juvenis e da ligação à natureza em Benavente, preservando a memória de momentos simples e marcantes da vida comunitária durante a Primavera.

Autor: Foto Benarte, Lda.
Data: 1968
MMB.04515
LUGAR DA BARROSA
Retrato de um grupo de camponeses naturais do lugar da Barrosa, hoje freguesia do concelho de Benavente, captado em 1955, junto a um portão, num cenário simples e representativo do quotidiano rural da época. A fotografia testemunha a vida comunitária ligada ao trabalho agrícola.
Em plano superior, da esquerda para a direita, identificam-se Mariana Prior, Elisa Justino, Joaquina Prior, Joaquim Machacaz, com um cigarro na boca, Joaquina Castanheiro e Custódia Cipriano. Em baixo, pela mesma ordem, Joaquina Teixeira, António Lúcio, Maria Quitéria Cipriano, João Correia e Maria Augusta.
Esta imagem constitui um importante registo da memória coletiva da Barrosa, preservando os rostos e as relações de uma comunidade marcada pelo trabalho da terra, pela convivência próxima e pela identidade rural que moldou gerações.

Autor: Desconhecido
Data: 1955
MMB.02124
TRABALHO FEMININO
Retrato de trabalhadoras rurais no município de Benavente, 1954. Cinco mulheres no campo, testemunho do trabalho agrícola feminino e da migração sazonal no Portugal rural do século XX. Da esquerda para a direita: Maria Angélica Cabreira, Benilde “beiroa”, Odete Sofia Salvador Ferreira e Maria Teresa Marques. Em primeiro plano, de joelhos, Maria Helena Ferreira.
A fotografia evoca a força, a resistência e a solidariedade entre mulheres trabalhadoras, cuja contribuição foi essencial para a economia agrícola e para a vida comunitária. Uma imagem de memória e reconhecimento, dedicada ao Dia Internacional da Mulher.

Autor: Desconhecido
Data: 1954
MMB.06969
FONTE DOS ESCUDEIROS | SAMORA CORREIA
Vista dos tanques e do poço com a bomba de tirar água na Fonte dos Escudeiros, em Samora Correia. Sentada no muro de um dos tanques encontra-se uma criança, enquanto, na parte superior, junto à torneira da fonte, estão mais duas crianças e um homem. À direita, são visíveis parte das instalações dos Lavadouros Públicos de Samora Correia. A fotografia documenta o quotidiano local, a importância das fontes e lavadouros na vida comunitária e a interação das crianças com o espaço público.

Autor: Desconhecido
Data: Meados do século XX
MMB.04187
PREPARAR AS TERRAS PARA AS CULTURAS
Trabalhadoras rurais, no arrozal do senhor José Marques, dedicadas à preparação da terra para as culturas agrícolas, numa fase essencial do ciclo produtivo. À direita da imagem, o capataz ou encarregado acompanha e orienta os trabalhos. A fotografia, tirada em meados do século XX (1962/1963?), evidencia o papel central do trabalho feminino na agricultura e os métodos tradicionais de organização do labor rural.

Autor: Foto Benarte, Lda.
Data: Meados do século XX (1962/1963?)
MMB.05988
CARNAVAL EM SAMORA CORREIA
Retrato de crianças de Samora Correia trajadas a rigor para os festejos carnavalescos. Da esquerda para a direita: Laura Mil Homens, Cecília Almeida e Teresa da Paz; atrás, Porfírio Mil Homens. A fotografia, tirada na década de 1960, regista um momento de celebração e fantasia infantil, num espaço que corresponde ao local onde atualmente se encontra a Creche Padre Tobias, testemunhando a continuidade da vivência comunitária ao longo do tempo.

Autor: Desconhecido
Data: Década de 1960
MMB.07465
TRABALHAR A TERRA
Rancho de mulheres a trabalhar no campo, sob a supervisão do capataz ou proprietário dos terrenos agrícolas. A imagem documenta o trabalho agrícola feminino e a organização do labor rural em meados do século XX, evidenciando a centralidade da terra como fonte de subsistência e o esforço coletivo que moldou a paisagem e a vida comunitária.

Autor: Foto Benarte, Lda.
Data: Meados do século XX
MMB.05339
INVERNO
Rua alagada durante a época das chuvas no Largo de Santo André, testemunhando os impactos recorrentes do inverno no quotidiano da vila. À direita da imagem são visíveis as traseiras do posto de venda de carburantes da Galp, propriedade da firma Mecânica Agrícola, de António Paim. A fotografia documenta a relação entre o espaço urbano, as condições climatéricas e a adaptação da comunidade às intempéries sazonais.

Autor: Foto Benarte – Benavente
Data: Últimas décadas do século XX
MMB.06118
PROCISSÃO DA FESTA PEQUENA EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA PAZ
Procissão realizada durante a Festa Pequena de Janeiro, em honra de Nossa Senhora da Paz, na Avenida Dr. Manuel Lopes de Almeida. À frente do cortejo segue a juíza Ana Mafalda Gadelha Ganhão, ladeada pelas aias Palmira Alexandra de Carvalho Morais Alexandre e Maria Madalena Baptista dos Santos. Atrás, os festeiros de 1975: ao centro, o juiz António Guerra Nepomuceno; à esquerda, o secretário Fernando Maximino David; e à direita, o tesoureiro Manuel Fernando Bandeira. Na fotografia são ainda visíveis Maria Irene Ferreira, com o filho Rui Crespo ao colo, acompanhada pela filha Rosa Crespo.

Autor: Foto Benarte, Lda.
Data: Janeiro de 1975
MMB.05384
SOCIEDADE FILARMÓNICA BENAVENTENSE
Fundada no ano de 1871 comemora, no próximo dia 1 de novembro 154 anos. Gerações e gerações de músicos e diretores fizeram a bonita história desta instituição até aos nossos dias.
Parabéns à SFB! Muitos anos de vida para a coletividade mais antiga do concelho de Benavente.
Retrato da Banda da Sociedade Filarmónica Benaventense, junto à fachada da Igreja Matriz da vila, por ocasião da Festa de agosto em Honra de Nossa Senhora da Paz.
Ao centro, o mestre Francisco Mendes Soldado (maestro), com os músicos: José da Paz, Joaquim Tavares, José Branco, Gaspar Carvalho, Manuel Feijoca, António Sousa, Joaquim Rato, Joaquim Feijoca, José Guerra, Manuel David, João Carvalho Borracha, José Ferreira, entre outros.

Autor: POLIFOTO, Lisboa
Data: Década de 50 ou 60 do século XX
MMB.06415
ANTIGA RUA DE ÉVORA – BENAVENTE
Rua João Sabino de Almeida Fernandes (antiga Rua de Évora), engalanada em dia festivo. Muitos indivíduos vestidos a rigor, assistem à passagem de carroças vindas do Largo da Igreja (atual Praça da República) em direção à estrada nacional, junto à curva do Solar).

Autor: Desconhecido
Data: Finais do séc. XIX ou inícios do séc. XX
MMB.06422
CINGELEIRO – BENAVENTE
José Tavares (ao centro), cingeleiro, de Benavente, ladeado pelo filho Joaquim Tavares (à esquerda) e por Serafim Tavares, no lado oposto. Os homens estão à frente de uma junta de bois (cingel). Fotografia tirada junto ao palheiro de José Tavares, na Rua João de Deus, situada entre a Rua José Clemente Rodrigues Filipe e a Rua dos Combatentes da Grande Guerra, em Benavente.

Autor: Desconhecido
Data: 1944
MMB.04694
ANTIGO MATADOURO MUNICIPAL – BENAVENTE
Fachada do Matadouro Municipal, situado no Largo de Santo André, em Benavente. No seu interior, um moinho de bombagem de água “tipo americano” movido através de energia eólica, a ser instalado ou intervencionado por um especialista.
Após a desativação do Matadouro nas últimas décadas do século passado, o edifício foi adaptado a espaço museológico, inaugurado no ano 2000. Atualmente, para além da exposição de longa duração intitulada “O Calendário Agrícola” (alusiva ao processo de produção desde a sementeira, à ceifa e à debulha, incluindo ainda o núcleo do campino e dos ranchos de trabalho), exibe ainda outras exposições de curta duração.
A par das atividades expositivas, são promovidos regularmente outros eventos, como ateliers, ciclos de cinema, oficinas formativas e artísticas, entre outros.

Edição Postal de Alberto Malva, Lisboa
Autor: Desconhecido
Data: Inícios do século XX
MMB.08585

