EMPREGADOS DO HOSPITAL DE BENAVENTE
Retrato de diversos empregados do Hospital de Benavente e de uma criança, reunidos ao ar livre junto a uma construção de madeira pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Benavente. Entre os presentes encontram-se: “Rola o Pombo”, Júlio Ganhão, Rosalina, Genoveva Cardosa, um casal da Beira, o enfermeiro Grilo e José Moço, criado do hospital.
A fotografia, tirada por volta de 1940, documenta o quotidiano e as pessoas que asseguravam o funcionamento do hospital, revelando a dimensão humana e comunitária da saúde local na época.

Autor: Roiz, Lda.
Data: c. 1940
MMB.03838
SEMANA SANTA
Altar montado à porta de D. Anica Ventura (mulher do médico da vila, Dr. António Alves Ventura), na Rua José Justino Lopes, por ocasião da Procissão do Senhor dos Passos. Junto ao altar, estão as duas empregadas da família Ventura. A fotografia, tirada em meados do século XX, documenta a tradição religiosa e a participação familiar nas cerimónias da Semana Santa, evidenciando a vivência comunitária.

Autor: Desconhecido
Data: Meados do século XX
MMB.05367
FORAL DE BENAVENTE
A vila de Benavente, foi o segundo concelho instituído a Sul do Tejo, remonta ao tempo de D. Sancho I. Recebeu o foral antigo, concedido por D. Paio (ou Pelágio), mestre da Ordem Militar de Évora, em 25 de março de 1200, posteriormente confirmado por D. Sancho I. Mais tarde, recebeu o foral novo de D. Manuel I, em 16 de maio de 1516.
Segundo o historiador Álvaro Rodrigues d’Azevedo, o sítio escolhido para a vila, além de estar próximo do Rio Tejo e quase equidistante de Lisboa e Santarém, oferecia ampla superfície para uma povoação numerosa, com flancos mais ou menos alcantilados, naturalmente defendidos. Durante a Reconquista, no final do século XII e início do século XIII, Benavente assumiu papel estratégico, garantindo comunicações com Évora, outros pontos do alto e médio Alentejo, com a Extremadura e especialmente com Lisboa.

Imagem: Planta da Vila de Benavente
Fonte: Estudo Histórico e Descritivo, Álvaro Rodrigues de Azevedo, p. 28.
PRIMAVERA
Retrato de um grupo de jovens na Sesmaria Santana, em Benavente, captado num momento de convívio ao ar livre, refletindo o espírito de juventude, amizade e alegria característico da estação primaveril. A fotografia revela uma vivência descontraída em contacto com a natureza, num cenário rural típico da região.
Da esquerda para a direita, identificam-se Francisco Raquel, conhecido por “Pirolito”, Natércia Crespo (de blusa clara), Perpétua Rita, Maria Augusta Ganhão, Maria Marques (com boné), Manuel Filipe, alcunhado “Entrudo”, e uma jovem chamada Céu, que viveu temporariamente em Benavente.
Ao centro, em plano superior, surgem Ana Maria e um rapaz não identificado. Em primeiro plano, deitados na relva, encontram-se Carlos Ganhão e uma jovem não identificada.
Tirada no ano de 1968, esta imagem constitui um valioso testemunho das vivências juvenis e da ligação à natureza em Benavente, preservando a memória de momentos simples e marcantes da vida comunitária durante a Primavera.

Autor: Foto Benarte, Lda.
Data: 1968
MMB.04515
LUGAR DA BARROSA
Retrato de um grupo de camponeses naturais do lugar da Barrosa, hoje freguesia do concelho de Benavente, captado em 1955, junto a um portão, num cenário simples e representativo do quotidiano rural da época. A fotografia testemunha a vida comunitária ligada ao trabalho agrícola.
Em plano superior, da esquerda para a direita, identificam-se Mariana Prior, Elisa Justino, Joaquina Prior, Joaquim Machacaz, com um cigarro na boca, Joaquina Castanheiro e Custódia Cipriano. Em baixo, pela mesma ordem, Joaquina Teixeira, António Lúcio, Maria Quitéria Cipriano, João Correia e Maria Augusta.
Esta imagem constitui um importante registo da memória coletiva da Barrosa, preservando os rostos e as relações de uma comunidade marcada pelo trabalho da terra, pela convivência próxima e pela identidade rural que moldou gerações.

Autor: Desconhecido
Data: 1955
MMB.02124
TRABALHO FEMININO
Retrato de trabalhadoras rurais no município de Benavente, 1954. Cinco mulheres no campo, testemunho do trabalho agrícola feminino e da migração sazonal no Portugal rural do século XX. Da esquerda para a direita: Maria Angélica Cabreira, Benilde “beiroa”, Odete Sofia Salvador Ferreira e Maria Teresa Marques. Em primeiro plano, de joelhos, Maria Helena Ferreira.
A fotografia evoca a força, a resistência e a solidariedade entre mulheres trabalhadoras, cuja contribuição foi essencial para a economia agrícola e para a vida comunitária. Uma imagem de memória e reconhecimento, dedicada ao Dia Internacional da Mulher.

Autor: Desconhecido
Data: 1954
MMB.06969
FONTE DOS ESCUDEIROS | SAMORA CORREIA
Vista dos tanques e do poço com a bomba de tirar água na Fonte dos Escudeiros, em Samora Correia. Sentada no muro de um dos tanques encontra-se uma criança, enquanto, na parte superior, junto à torneira da fonte, estão mais duas crianças e um homem. À direita, são visíveis parte das instalações dos Lavadouros Públicos de Samora Correia. A fotografia documenta o quotidiano local, a importância das fontes e lavadouros na vida comunitária e a interação das crianças com o espaço público.

Autor: Desconhecido
Data: Meados do século XX
MMB.04187
PREPARAR AS TERRAS PARA AS CULTURAS
Trabalhadoras rurais, no arrozal do senhor José Marques, dedicadas à preparação da terra para as culturas agrícolas, numa fase essencial do ciclo produtivo. À direita da imagem, o capataz ou encarregado acompanha e orienta os trabalhos. A fotografia, tirada em meados do século XX (1962/1963?), evidencia o papel central do trabalho feminino na agricultura e os métodos tradicionais de organização do labor rural.

Autor: Foto Benarte, Lda.
Data: Meados do século XX (1962/1963?)
MMB.05988
CARNAVAL EM SAMORA CORREIA
Retrato de crianças de Samora Correia trajadas a rigor para os festejos carnavalescos. Da esquerda para a direita: Laura Mil Homens, Cecília Almeida e Teresa da Paz; atrás, Porfírio Mil Homens. A fotografia, tirada na década de 1960, regista um momento de celebração e fantasia infantil, num espaço que corresponde ao local onde atualmente se encontra a Creche Padre Tobias, testemunhando a continuidade da vivência comunitária ao longo do tempo.

Autor: Desconhecido
Data: Década de 1960
MMB.07465
TRABALHAR A TERRA
Rancho de mulheres a trabalhar no campo, sob a supervisão do capataz ou proprietário dos terrenos agrícolas. A imagem documenta o trabalho agrícola feminino e a organização do labor rural em meados do século XX, evidenciando a centralidade da terra como fonte de subsistência e o esforço coletivo que moldou a paisagem e a vida comunitária.

Autor: Foto Benarte, Lda.
Data: Meados do século XX
MMB.05339
INVERNO
Rua alagada durante a época das chuvas no Largo de Santo André, testemunhando os impactos recorrentes do inverno no quotidiano da vila. À direita da imagem são visíveis as traseiras do posto de venda de carburantes da Galp, propriedade da firma Mecânica Agrícola, de António Paim. A fotografia documenta a relação entre o espaço urbano, as condições climatéricas e a adaptação da comunidade às intempéries sazonais.

Autor: Foto Benarte – Benavente
Data: Últimas décadas do século XX
MMB.06118
PROCISSÃO DA FESTA PEQUENA EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA PAZ
Procissão realizada durante a Festa Pequena de Janeiro, em honra de Nossa Senhora da Paz, na Avenida Dr. Manuel Lopes de Almeida. À frente do cortejo segue a juíza Ana Mafalda Gadelha Ganhão, ladeada pelas aias Palmira Alexandra de Carvalho Morais Alexandre e Maria Madalena Baptista dos Santos. Atrás, os festeiros de 1975: ao centro, o juiz António Guerra Nepomuceno; à esquerda, o secretário Fernando Maximino David; e à direita, o tesoureiro Manuel Fernando Bandeira. Na fotografia são ainda visíveis Maria Irene Ferreira, com o filho Rui Crespo ao colo, acompanhada pela filha Rosa Crespo.

Autor: Foto Benarte, Lda.
Data: Janeiro de 1975
MMB.05384

